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23.10.2014

Notícias

Emoção e homenagens marcam o segundo dia do aniversário da ENSP

Atender mais de dois mil trabalhadores na área de saúde auditiva, levar a Escola ao processo de compras sustentáveis, valorizar o ensino a distância em todo o país, bem como monitorar e analisar a situação de saúde nos municípios envolvidos na implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro foram as escolhas da Escola para a quinta edição do Prêmio Destaque ENSP. A solenidade de entrega ocorreu na manhã de terça-feira (23/09), no Auditório Térreo.

Pouco antes, alunos e trabalhadores da ENSP homenagearam o pesquisador Miguel Murat, falecido recentemente, plantando um ipê amarelo no jardim da entrada principal da Escola. A homenagem foi concebida pelos pesquisadores do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde (Daps/ENSP/Fiocruz), do qual Miguel fazia parte, sabendo que o pesquisador era um amante da natureza.

Homenagem_M_Murat_2009_arvore.jpgA solenidade contou com o as presenças da pesquisadora da ENSP Ilara Hammerli Sozzi de Moraes, viúva de Miguel, além de familiares, pesquisadores, alunos e amigos. O diretor Antônio Ivo de Carvalho destacou que a iniciativa de plantar uma árvore em homenagem a Miguel é uma forma de celebrar sua presença dentro da Escola. Mudas de ipê amarelo foram distribuídas pela Diretoria de Administração do Campus (Dirac/Fiocruz) a todos que participaram da homenagem.

Entrega do Prêmio Destaque 2009 lota auditório da Escola

Abrindo a solenidade de entrega do Prêmio, o diretor Antônio Ivo de Carvalho lembrou que a semana comemorativa de aniversário da Escola traz uma série de atividades que expressam a ideia de uma saúde pública que tenha a ver com a vida, e não apenas algo técnico ou prescritivo. "Entendemos a saúde pública como a articulação de sabres, práticas e iniciativas que possam melhorar a nossa qualidade de vida e que possam ter um papel central na sociedade que necessita, cada vez mais, da construção de um mundo mais humanizado", disse.

Premio_Destaque_centro001_2009.jpgSobre a quinta edição do Prêmio Destaque, Antônio Ivo ressaltou que a ideia é reconhecer iniciativas que representaram inovação, que serviram para enriquecer a identidade da Escola e foram reconhecidas pelo Conselho Deliberativo, mostrando assim a qualidade que a instituição tem para a ciência e a cidadania. Coube ainda ao diretor entregar o primeiro prêmio - Assistência - para o Serviço de Audiologia do Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP).

Premio_Destaque_centro002_2009.jpgA coordenadora do Serviço de Audiologia Ocupacional, Marcia Soalheiro, parabenizou toda a equipe do laboratório pelo esforço em cumprir suas metas e objetivos, que entende a importância da defesa da deficiência auditiva do trabalhador, um problema completamente subnotificado no país. "Nosso desafio agora é estabelecer uma relação direta com o Mapa de Estabelecimentos de Saúde editado pela ENSP em parceria com a Sesdec-RJ. Nossa equipe fez uma análise desse material, e pretendemos discutir o que é real com relação à saúde auditiva do trabalhador no estado. Existem regiões no Rio de Janeiro que não têm nenhuma possibilidade de assistência, com uma população completamente desassistida", destacou.

Premio_Destaque_centro004_2009.jpgO prêmio na categoria Ensino foi entregue pela vice-diretora de Pós-Graduação da ENSP, Maria Helena Mendonça, à coordenadora da Educação a Distância da Escola, Lúcia Dupret. Para a coordenadora, o prêmio mostra a superação de desafios e obstáculos que a EAD teve contra preconceitos dessa modalidade dentro e fora da Escola. "A EAD na ENSP, e na Fiocruz, é uma grande ousadia por toda sua trajetória que ao longo de 11 anos foi conquistando e, agora, é expressa através desse prêmio", disse.

Premio_Destaque_centro003_2009.jpgCoube ao novo vice-diretor de Desenvolvimento Institucional e Gestão da ENSP, Francisco Braga, entregar o prêmio na categoria -Gestão- ao Serviço de Gestão de Compras e Contratos. A chefe do setor, Rejane Tavares, recebeu o prêmio e parabenizou toda a Escola ao reconhecer e valorizar a importância das compras sustentáveis. "A Escola é hoje uma grande consumidora de produtos sustentáveis. Essa iniciativa tem por objetivo minimizar o impacto ambiental causado pelo excesso de consumo, ou seja, pelos padrões insustentáveis de produção e consumo vindos com o processo de industrialização", afirmou.

Premio_Destaque_centro005_2009.jpgO último prêmio - Pesquisa - foi entregue pela vice-diretora de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da ENSP, Margareth Portela, ao coordenador Geral do Plano de Monitoramento Epidemiológico do Processo de Implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). "Esse projeto não é exclusivamente de pesquisa, mas mistura capacidade técnica, ensino, pesquisa, extensão e cooperação. Com certeza, os resultados obtidos, através da parceria com os municípios de Cachoeiras de Macacú, Guapimirim e Itaboraí, contribuirão para o monitoramento dos impactos sobre a saúde decorrentes da implementação do Programa de Aceleração do Crescimento, que está acontecendo em todo o país e em outros grandes projetos de infraestrutura", concluiu.

Saiba mais sobre os quatro escolhidos em 2009

Categoria Assistência

Serviço de Audiologia Ocupacional do Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP)

Atua, desde 2002, na prevenção e recuperação da saúde auditiva dos trabalhadores. No entanto, a necessidade de criar uma unidade de referência estadual - balizadora de propostas de desenvolvimento, planejamento, organização e implementação de políticas públicas em prol da saúde auditiva e vocal do trabalhador no Rio de Janeiro - fez com que o Cesteh acolhesse o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador do Estado do Rio de Janeiro (Cresat) no ano de 2006 em busca da reestruturação da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde (Renast) e da capacitação profissional para o tratamento específico em audiologia no estado.

A implantação do Cresat na ENSP teve como objetivo integrar o Ministério da Saúde com as secretarias estaduais e municipais de saúde, além de contribuir para a implementação da Rede de Atenção à Saúde Auditiva, que pretende formar um banco de dados para a leitura epidemiológica e o planejamento de propostas em relação aos problemas auditivos.

Em 2009, a parceria entre o Serviço de Audiologia do Cesteh/ENSP e o Cresat resultou na inclusão da disfonia no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Estado do Rio de Janeiro. O reconhecimento do agravo por parte da Coordenação de Vigilância Ambiental em Saúde e Saúde do Trabalhador do Rio irá permitir o levantamento de informações para a implementação de políticas públicas e ações de vigilância nos ambientes em que os trabalhadores fazem uso da voz.

A parceria teve início em 2007, a partir do projeto Incubadora de Gestão e Tecnologia do Cresat. O Cesteh/ENSP está atuando na formação e capacitação de profissionais do Estado do Rio de Janeiro com os cursos de especialização e transferência de tecnologia em prol da saúde do trabalhador. A ideia é que esses profissionais trabalhem nos centros de referência estaduais e municipais, ou seja, na porta de entrada para as questões da saúde do trabalhador.

A falta de informação sobre a disfonia e o surgimento de novas profissões, nas quais a fala e a voz são de extrema importância, evidenciaram a necessidade da notificação dos casos. A partir da inclusão da disfonia no Sinan, a expectativa é que os profissionais de saúde atuem nesse sistema como agentes multiplicadores, cuja capacitação está sendo feita na ENSP. O Estado vai receber as informações e, a partir delas, serão feitos estudos para a criação de indicadores para a definição de políticas públicas.

Categoria Ensino

Educação a Distância

Entrando em sua segunda década de atuação na ENSP, a educação a distância põe por terra a ideia de que educar é simplesmente transmitir informações. É um processo vivo, circular e multiforme, e não mecânico, linear e unilateral. Com a EAD, a comunicação é pensada de forma integrada, unindo os princípios educacionais à interatividade, que é proporcionada pela rede. A Educação a Distância da ENSP mostra números expressivos. Em 11 anos de existência, são cerca de 45 mil alunos matriculados, mais de 22 mil formados e quase dois mil docentes em todas as regiões do país e em mais da metade dos municípios brasileiros.

A Escola oferece atualmente 30 cursos, nove regulares e 21 sob demanda, que são desenvolvidos principalmente para as diversas Secretarias do Ministério da Saúde. Como é a única unidade da Fiocruz credenciada pelo Ministério da Educação a emitir certificados de cursos a distância em nível de pós-graduação, a ENSP estabelece parcerias com diversas unidades da Fundação, como a Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), o Centro de Pesquisa Leônidas e Maria Diane, em Manaus, o Instituto Fernandes Figueiras (IFF) e o Centro de Criação de Animais de Laboratório (Cecal).

A cada ano, novos cursos são criados para atender às demandas da saúde no Brasil e à necessidade de educação continuada dos profissionais da área. Uma grande conquista da EAD/ENSP foi a inserção, no fim de 2006, no Programa Universidade Aberta do Brasil (UAB), do Ministério da Educação. O programa foi concebido de maneira corajosa, e a entrada da ENSP instituição vinculada ao Ministério da Saúde, e não ao MEC - se deu pela trajetória e compromisso com a expansão quantitativa e qualitativa da oferta de ensino superior desenvolvida pela instituição. O termo de cooperação entre a UAB e a ENSP tem como meta oferecer cerca de 15 mil vagas distribuídas em cinco diferentes cursos.

Dentre os principais cursos da EAD/ENSP está o Curso Nacional para a Qualificação dos Gestores do SUS. Ministrado pela Escola, tem como objetivo capacitar e aperfeiçoar cerca de cem mil gestores até 2010, com foco no desenvolvimento de capacidades para a gestão dos diferentes níveis do SUS - na perspectiva de formar equipes gestoras, referenciadas na regionalização da atenção à saúde - nas 27 unidades da Federação.

Categoria Gestão e Desenvolvimento Institucional

Serviço de Gestão de Compras e Contratos, da Vice-Direção de Desenvolvimento Institucional e Gestão

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as compras governamentais movimentam anualmente recursos estimados em 10% do Produto Interno Bruto (PIB). A administração pública é grande consumidora de recursos naturais, bens e serviços e, por isso, deve exercer papel estratégico na revisão dos padrões de produção e consumo por meio de iniciativas no campo da licitação pública que estimulem a mudança nos padrões insustentáveis de produção de bens.

Em consonância com esta ideia, o Setor de Compras e Contratos da Escola implantou o projeto Compras Sustentáveis na Escola. A implementação dessa iniciativa contou apenas com a utilização mais eficiente dos recursos já disponíveis na instituição. Com a indução de práticas de produção limpa pelas empresas, os resultados na melhoria da condição do meio ambiente serão vistos e avaliados a longo prazo. Mas ainda existem obstáculos para a adoção das compras sustentáveis; dentre eles, a barreira cultural e a própria legislação federal de licitações e contratos, que é omissa na questão da sustentabilidade.

Para superar esses problemas, a ENSP vem buscando a sensibilização de todos os seus colaboradores com a ampla disseminação de informações. A busca por especificações que levem em consideração critérios ambientais é fundamental para contribuir com a redução ou eliminação dos impactos negativos à saúde humana, ao meio ambiente e aos direitos humanos decorrentes de obras, bens e serviços. Seu objetivo é ampliar a demanda por produtos sustentáveis fomentando o desenvolvimento de tecnologias e processos mais limpos de produção, com produtos ecologicamente mais adequados ao meio ambiente e a custos razoáveis, reduzindo o impacto ambiental.

Categoria Pesquisa

Plano de Monitoramento Epidemiológico do Processo de Implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

Com o objetivo de monitorar e analisar a situação de saúde nos municípios envolvidos na implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), A ENSP, por intermédio do Departamento de Endemias Samuel Pessoa, realizou um diagnóstico e vai acompanhar os impactos que a construção do complexo pode acarretar no ambiente e na saúde da população local, bem como as tecnologias aplicadas na sua implantação podem contribuir para um ambiente saudável. Este acompanhamento está sendo desenvolvido no âmbito do edital Cidades Saudáveis da Fiocruz.

A área que será acompanhada envolve 11 municípios e vai de Niterói a Casemiro de Abreu, no Estado do Rio de Janeiro. A ENSP já realizou o diagnóstico dos principais problemas nos três municípios diretamente afetados pela instalação do complexo: Itaboraí, Cachoeiras de Macacu e Guapimirim. Esse levantamento trouxe importantes dados referentes à mortalidade. De acordo com a avaliação, a segunda causa de morte que mais traz preocupação são as ocorridas por causas externas, ficando atrás apenas da morte por doenças no aparelho circulatório a maior incidência em todas as regiões metropolitanas do país. Um dos grandes desafios desse projeto é assegurar que a implantação do Comperj não modifique os dados encontrados na região.

Outra preocupação está relacionada às doenças transmissíveis. O estudo mostrou que o sistema de informação de saúde nos municípios é fraco e as questões ambientais que aumentam os riscos são graves, especialmente o componente de saneamento básico, a situação da rede de esgotamento sanitário e os dejetos domiciliares e industriais.

O Comperj será construído numa área de 45 milhões de metros quadrados, localizada no município de Itaboraí, no Rio de Janeiro. A previsão para o início da operação é 2012, e o Comperj tem o objetivo principal de aumentar a produção nacional de produtos petroquímicos, com o processamento de cerca de 150 mil barris/dia de óleo pesado nacional. No auge da sua inauguração, estima-se que estarão envolvidos mais de 40 mil trabalhadores, além de seus familiares e as pessoas que migram na perspectiva de conseguir algum tipo de melhoria nas suas condições de vida. Isso amplia o processo de favelização, o risco de agravamento das questões de saneamento básico e o risco da exclusão social e da violência.

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