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02.09.2014

Notícias

Especialistas defendem a educação a distancia na formação dos docentes

I_EI_UAB_capa_esq_2009.jpgDesafios, novas tendências, tecnologias e métodos de aprendizagens que envolvam a educação a distância foram alguns dos temas mais debatidos no 1º Encontro Internacional do Sistema Universidade Aberta do Brasil, realizado entre os dias 23 a 25 de novembro, em Brasília. O evento foi promovido pela Diretoria de Educação a Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (DED/Capes). A EAD/ENSP participou do evento com a apresentação de três trabalhos.

Cerca de 600 participantes, entre coordenadores UAB e adjuntos, coordenadores de cursos, de pólos e tutores do sistema estiveram reunidos para discutir as principais propostas e futuras expectativas da modalidade pedagógica no Brasil. Segundo a Capes, a realização do evento foi uma boa oportunidade para unificar opiniões de autoridades e pesquisadores sobre as questões destinadas a ampliação e desenvolvimento da EaD e do Sistema UAB.

Durante três dias, o público compartilhou conteúdos de artigos, investigação científica e avaliou os processos de formação de recursos humanos nas diretrizes da educação a distância. Mesas-redondas, conferências e estande de soluções em TIC em educação também fizeram parte da programação do evento.

Papel da EaD

Maria Luiza Belloni, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), alertou os participantes sobre a necessidade de um debate mais amplo a respeito das tecnologias e de aprendizagens por meio da EaD. A docente defendeu o uso das propostas da EaD na formação de professores.

De acordo com a pesquisadora, o Brasil passa por mudanças e é fundamental colaborar para as transformações sociais e inclusivas do país. No futuro, segundo Belloni, haverá convergência entre as modalidades presenciais e a distância. A junção deverá começar pelo ensino superior, visando à preparação do docente para trabalhar essa nova realidade na escola básica.

Pesquisa realizada pela UFSC revelou que 30% dos alunos participantes acreditavam que a internet podia substituir a escola. Segundo a pesquisadora, para que essa possibilidade não se concretize é fundamental que os professores saibam lidar e trabalhar com as novas tecnologias.

Experiências

Jesus Martins Cordero, conselheiro de Educação da Embaixada da Espanha, afirmou durante sua explanação que se fosse ministro da educação daquela nação, a modalidade EaD seria obrigatória e essencial para a formação pedagógica na universidade convencional. Ele concluiu afirmando a necessidade de passar essas informações para serem trabalhadas no futuro.

Segundo Dominga Maria Hoffman, coordenadora do polo de Mineiros (GO), a intenção do governo é promover a ampliação da metodologia por todo país, principalmente, na formação dos professores. Ela ressaltou que a modalidade encurta as distâncias, qualifica o ensino e estimula a extensão do aprendizado fora da sala de aula.

O coordenador adjunto da UAB da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Marcelo Ferreira, fundamentados pelas mesmas idéias da representante do polo de Mineiros, destacou a importância da educação a distância na formação dos professores e para a expansão da universidade pública. A modalidade amplia o acesso da população ao ensino superior.

Gestão dos polos

Para os representantes dos polos educacionais, o encontro proporcionou a troca de experiência entre os especialistas das academias brasileiras e dos órgãos internacionais acerca dos recursos aplicados para qualificação da EaD na educação básica e ensino superior. Possibilitou ainda a integração entre as unidades nacionais. Os coordenadores esperam desenvolver uma administração mais prática e eficiente.

A eficiência da gestão dos polos de apoio presencial é fundamental para o sucesso do modelo de educação a distância aplicada pela UAB. A maioria dos trabalhos apresentados, que abordaram a administração das unidades presenciais através de explanações e pôsteres, ratificou a importância das iniciativas de educação a distância no Brasil.

O trabalho Gestão de polo: entre a teoria e a prática, da coordenadora do polo de São Luis (MA), Marina Santos Pereira, alerta para uma temática bastante combatida pelos gestores educacionais: os pólos são coordenados por gestores que não apresentam competências educacionais. De acordo com a autora, constata-se com freqüência situações de unidades que são administradas por coordenadores que possuem boa relação com os principais representantes públicos. Ela fez ressalvas para necessidade de critérios objetivos na escolha dos dirigentes, diante da importância dos polos para materialização da UAB.

As competências dos tutores para o sucesso das atividades de EaD também foi outro assunto abordado no estudo Imaginários e práticas: papel do tutor na educação a distância do ponto de vista do aluno, da instituição e do tutor, de Rosane Keller, coordenadora do polo de apoio presencial da UAB. Ela avaliou argumentos e opiniões de coordenadores, tutores e estudantes da Universidade Aberta do Brasil, a respeito da função dos profissionais no contexto da educação a distância. Segundo a conclusão do trabalho, as Instituições de Ensino Superior (IES) definem que os tutores são os verdadeiros representantes das IES nos municípios, cujas funções são de orientar e acompanhar o aprendizado.

A Educação a Distância da ENSP esteve presente ao encontro com a apresentação de três trabalhos. São eles:

- Temática de Gestão Acadêmica: Acompanhamento acadêmico-pedagógico como dimensão formativa e estratégia de qualidade social, por Antonia Ribeiro e Maricio Deseta;
- Temática de Inovações Tecnológicas: A criação e execução de mídias audiovisuais para o Programa de Qualificação em Incorporação de Tecnologias em Saúde, por Luisa Pessoa e Eduardo Arruda;
- Temática de Modelos Pedagógicos: Incluir e formar para a cidadania: o uso da educação a distância em vigilância sanitária (Visa) na ENSP/Fiocruz, por Ana Célia P. da Silva, Gracia Gondim e Cleide Leitao.

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